CASA BRASIL| Programa de residência artística no Rio de Janeiro tem representante de Roraima

Rafael Pinto (“Pérola”) é artista visual, curador, produtor audiovisual e professor de Arte em Boa Vista |FOTO: Divulgação/Casa Brasil



O projeto Casa Brasil, uma iniciativa do Ministério da Cultura e da Petrobras, inaugurou seu programa de residência artística, o primeiro do centro cultural fluminense com dois artistas em sua primeira edição. Um deles é Rafael Pinto, de Roraima. Conhecido como “Pérola”, ele é artista visual, curador, produtor audiovisual e professor de Arte em Boa Vista. 

Doutorando em Educação pela UFRR, Rafael também é fundador da Embuá Produtora Cultural e desenvolve projetos interdisciplinares que articulam arte, educação e narrativas do Norte do Brasil. Foi selecionado pelo Rumos Itaú Cultural (2024–2025), integra o Comitê de Indicação do Prêmio PIPA (2025) e atua em mostras, exposições e ações formativas em arte e audiovisual. 

Entre seus trabalhos mais emblemáticos, "Frete Grátis para Todo Norte,Exceto para o Brasil" reúne artistas de diferentes gerações e linguagens – Eliakin Rufino, João Biase, Ykaro Amorim e o próprio Pérola – para a criação de obras que tensionam a lógica centro-periferia, evidenciando as potências criativas e as urgências políticas da Amazônia brasileira.
 

“O projeto ‘Frete Grátis Para Todo o Norte, Exceto Para o Brasil’ é uma intervenção artística, idealizada e curada por mim, um manifesto visual e poético que questiona as desigualdades históricas de acesso à cultura, informação, comunicação, mobilidade e circulação de bens simbólicos entre a região Norte e o restante do país”, explica Rafael.


Rafael é um dos idealizadores do projeto "Frete Grátis para todo  o Norte, exceto para o Brasil"



Atualmente, o artista desenvolve no doutorado uma pesquisa sobre grafitos e ranhuras, marcas deixadas nas paredes das escolas por crianças e adolescentes. As manifestações espontâneas dos alunos abordam temas como sexualidade, relações sociais, visão sobre os gestores, aspectos sociais e periferia.

 

A residência artística – A Casa Brasil é um centro cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O projeto, uma parceria com a produtora V ARTE, foi idealizado pelo Ministério da Cultura e Governo Federal por meio da Lei Rouanet com patrocínio oficial da Petrobras. 

O equipamento, com novo nome, nova identidade visual e novo conceito, já teve outras identificações em sua história e inaugura uma etapa com o projeto Casa Brasil. A residência é parte do seu reposicionamento, com novos programas para interação com artistas e com o público. Ao trazer a brasilidade para o centro da sua vocação, a Casa Brasil amplia o alcance de um dos mais importantes e tradicionais equipamentos culturais do estado do Rio de Janeiro.

"Entramos em um novo momento na Casa Brasil, mais democrática, plural e que abrange a cultura do nosso país com afeto e privilegiando nossas raízes. A primeira residência artística é um compromisso com a nossa cultura, que dialoga com os diferentes territórios, ressalta Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro. 

Tania Queiroz, diretora da Casa Brasil, ressalta que a iniciativa concorreu com mais de 8 mil propostas e foi uma das contempladas no Programa Petrobras Cultural.  Esse reposicionamento, ampliação da programação e mudança são parte de um projeto de reestruturação do centro cultural, que foi submetido ao edital Novos Eixos da Petrobras, na linha Ícones da Cultura Brasileira, tornando a empresa a sua patrocinadora oficial.



“O projeto colabora na afirmação da vocação da CASA BRASIL, que há anos fomenta e difunde as artes carioca, fluminense e brasileira, e cria novos programas que impulsionam artistas e movimentam a cadeia de produção das artes visuais, ancorados na diversidade, sustentabilidade e economia criativa”, disse.     

Segundo Jocelino Pessoa, diretor da V ARTE, que coordena o projeto, a residência artística cria oportunidades para que, a partir do acompanhamento curatorial e institucional, os participantes possam desenvolver seus projetos artísticos na Casa em seu novo contexto.
 

“O reposicionamento traz um discurso conceitual denso. Por meio da programação, desdobraremos o que faz da Casa Brasil um lugar de pensamento sobre a arte contemporânea e as brasilidades. Uma primeira residência com artistas do Rio de Janeiro e de Roraima é a oportunidade de discutir e evidenciar os conceitos anunciados, gerando oportunidades para um debate público sobre o que se quer com esta nova Casa”, destaca.      

O programa de residência tem como parceiro o Congá, antigo Belga Hotel, que hospeda os artistas ao longo da estadia na cidade. O meio de hospedagem vem implementando ações em prol do fortalecimento cultural da região central do Rio de Janeiro e com a Casa Brasil inaugura uma parceria para se inserir no circuito carioca das artes. O reposicionamento dos espaços em sinergia fortalece as identidades e a relação entre as duas casas, vizinhas ao Centro do Rio.

“Estamos empolgados com a parceria e a possibilidade de receber artistas, com diferentes projetos, em um movimento em prol do renascimento cultural do centro do Rio de Janeiro. Nossas propostas encontram muita sinergia com as da CASA BRASIL, pois temos trabalhado com dedicação em ações para a desconstrução de um pensamento colonial, posicionando o Congá como referência na cultura afro-brasileira e da diversidade e como um espaço de acolhimento que remonta à brasilidade”, explica Amina Bawa, responsável pela Comunicação estratégia do Congá.

Com informações de Casa Brasil 

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