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| Idealizado pelo Coletivo Canoa das Artes, evento ocorre neste sábado (27), na comunidade Tabalascada, Serra da Lua (Cantá) |FOTO: Divulgação/Canoa das Artes |
Música, dança, artes visuais, artesanato e diálogos sobre a proteção da natureza estarão presentes na edição de 2025 do Festival Kaimbé: a arte pela Amazônia de Pé. Promovido pelo Coletivo Canoa das Artes, o evento é aberto ao público e ocorre neste sábado (27), a partir das 7h30, na terra indígena Tabalascada, região da Serra da Lua (Cantá).
A programação terá a participação de mais de 20 artistas de diversas linguagens da arte, a fim de promover tanto discussões a respeito da preservação da Amazônia quanto fomentar ações de saúde mental por meio do bem-estar coletivo. O festival contará ainda com oficinas etnoculturais e mesas temáticas voltadas à arte, os saberes ancestrais e as formas de resistência cultural.
Segundo José Tomas, indígena wapichana e coordenador/idealizador do Canoa das Artes, a proposta surgiu em 2023, na Comunidade do Campinho (também no município do Cantá), como “Festival Kaimbé”, aliança com Amazônia de Pé, artistas regionais e com a comunidade local. Ressaltando o protagonismo indígena, envolve atividades como ioga, grafite, pinturas, rodas de conversa e outras linguagens artísticas.
“A proposta é exatamente ir a outros territórios para conhecer e fortalecer nossa cultura roraimense. Vamos manter sempre no mês de setembro, por ocasião da campanha sobre saúde mental, se tornando algo fixo no calendário anual”, comentou.
O COLETIVO — O Canoa das Artes foi formado em 2021, a partir da necessidade de fortalecer movimentos de integração das pessoas com o meio e de abrir diálogos sobre saúde mental, enfrentamentos e reconexão.
Levando o ensino indígena como principal fonte de sabedoria e a arte como ferramenta de enfrentamento à desinformação, o Canoa das Artes “surgiu como um movimento de artistas, que dialogam sobre integração, tecendo novas e antigas maneiras de coexistir de forma respeitosa com a natureza e com nós mesmo, ancestralizando nossa temporalidade”.
É composto por artistas, fazedores de cultura, movimentadores de espaços e propagadores de ideias que dialogam sobre resistência, identidade, saúde mental e enfrentamentos diante das questões ambientais e climáticas.
Desde sua criação vem desenvolvendo uma série de ações a partir da demanda advinda do aumento do índice de suicídios nas comunidades indígenas e o desejo de falar sobre saúde mental de forma lúdica e integradora.
Desde então, o Canoa das Artes movimentou, pelo menos, uma ação a cada ano, baseadas na perspectiva de trocas de saberes, que contaram com oficinais e vivências etnoculturais com artistas qualificados em sua respectivas áreas de atuação, como: ioga, grafite, pintura corporal com urucum e jenipapo, audiovisual, mesas temática, dinâmica grupal, jogos e brincadeiras indígenas, culinária e medicina tradicional.
Para saber mais sobre o coletivo e as ações e projetos desenvolvidos, siga o perfil no Instagram @canoa.das.artes.







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