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| Cena da Ópera "Pagliacci": Companhia de Ópera de Roraima comemora sucesso do evento, já se preparando para próximos projetos |
Plenitude,
gratidão e inspiração para seguir fomentando a arte. Esse é o sentimento de
toda a Companhia de Ópera de Roraima após o grande sucesso que
foi o 1º Festival de Ópera de Roraima, ocorrida nos dias 1º, 8 e 15 de
agosto no Teatro Municipal de Boa Vista. E detalhe: casa lotada todas as noites
do evento, além de muitas pessoas de fora do Estado (e do país) que assistiram
às transmissões ao vivo.
A
proposta da companhia, muito além de fomentar a arte da música de concerto, foi
também visando a formação de plateia, sobretudo envolvendo uma linguagem da
arte – a ópera – que não é muito popular. Porém, contrariando qualquer
expectativa negativa que pudesse ocorrer, o resultado foi o melhor possível.
Foram
três espetáculos no Teatro Municipal: Il Prologo – recital lírico
de abertura, que contou com a presença do maestro Bruno Nascimento (Manaus/AM),
rendendo duas sessões na sala Teatro Escola graças ao público de 328 pessoas (sendo
que centenas não conseguiram entrar, dada a lotação); e as óperas “Cavalleria
Rusticana” e “Pagliacci”, ambas com 1.100 lugares
ocupados na sala Roraimeira.
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| Bianka Tarolla e Juan Alexis no recital lírico "Il Prologo", que abriu o festival no dia 1º de agosto |
Desse
quantitativo de público, muitos vieram de estados como Amazonas, Rio de Janeiro
e São Paulo para assistir ao festival. São pessoas que percorrem o Brasil e o
mundo a fim de apreciar espetáculos de toda a natureza, principalmente a ópera.
Ou seja, o evento em Roraima também atraiu turistas culturais, movimentando a
economia do Estado.
“O 1º
Festival de Ópera de Roraima é um marco que ficará para sempre na história
cultural do nosso Estado. Foi um evento que ganhou notabilidade regional,
nacional e internacional. Conseguimos colocar Roraima no círculo operístico
brasileiro e isso é muito gratificante”, comentou o presidente da Companhia de
Ópera de Roraima, Juan Alexis.
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| Juan Alexis, presidente da companhia e solista: "O 1º Festival de Ópera de Roraima é um marco que ficará para sempre na história cultural do nosso Estado" |
Trabalho árduo e proveitoso
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| Mais de 100 pessoas estiveram envolvidas no projeto, resultando em um grande sucesso de público |
Para um
projeto dessa magnitude, foi necessário reunir uma equipe para atender as
diversas áreas, não apenas musical, como também na parte técnica. Ao todo,
foram mais de 100 pessoas envolvidas em cerca de seis meses de trabalho
intenso. Vale ressaltar que o festival contou com recursos da Lei Paulo Gustavo
(LPG) de incentivo à cultura.
Segundo
a maestrina e diretora musical Lyliane Lopes, preparar um recital e duas óperas
em um espaço tão curto de tempo, entre um espetáculo e outro, foi um dos
grandes desafios do projeto.
“Mas
conseguimos entregar um recital e duas óperas veristas lindas e espetaculares, graças ao
esforço de cada um do nosso elenco, da nossa equipe e do amor pela ópera. E
tudo valeu à pena, ao vermos o teatro totalmente lotado nas 3 noites de
Festival, ao recebermos minutos e mais minutos de aplausos seguidos e aos diversos
depoimentos e comentários lindos do público em nosso Instagram”, ressaltou.
Outro
desafio envolveu situações atreladas a questões logísticas, como montagem e desmontagem,
que demandaram tempo hábil de produção. Isso porque a construção do cenário foi
muito bem pensada e arquitetada pelo cenógrafo, Christopher Pineda, que
trabalhou duro meses a fio para chegar ao resultado que tanto encantou a todos.
“Foi um
desafio duplo, na verdade, pois além de atuar nessa parte tão importante para
os espetáculos, também fui chefe do naipe de contrabaixos da orquestra. Ou
seja, foi um trabalho árduo, desafiador, mas muito gratificante”.
Ópera
consolidada em Roraima
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| Cena de "Cavalleria Rusticana": evento contribuiu para a vinda de pessoas de diversos estados do país para prestigiar a arte em Roraima |
Talvez
um dos mais importantes fenômenos a partir do festival está a consolidação da
ópera como um atrativo cultural no Estado. A diretora de cena, Nickole Pineda, destaca
que isso é resultando de algo que vem sendo trabalho há muitos anos, envolvendo diversas pessoas e grupos. A Companhia de Ópera de Roraima, por exemplo, vem desde sua fundação em 2017 cativando um público cativo que ama ópera.
“Nosso
papel é e sempre foi mostrar ao público que a ópera é algo lindo, onde cada um
pode se ver ali, seja nas cenas de amor, de ódio, de tristeza, suspense,
felicidade ou vingança. E também que a ópera é um retrato da vida real. Acreditamos
que pela companhia sentir esse intenso amor pela ópera, conseguimos também fazer
o público ver e sentir o mesmo”, disse.
O
show deve continuar...
As luzes
do teatro se apagaram, as cortinas se fecharam, mas o trabalho da Companhia de
Ópera de Roraima não acabou. Há muitos espetáculos sendo pensados e preparados
com todo o carinho para presentear os roraimenses e pessoas de todas as partes
do Brasil e do mundo.
“Já temos duas óperas previstas e confirmadas para 2026, sendo uma para janeiro e outra para abril. Estamos muito ansiosos e felizes porque o público também está ávido pelas óperas e perguntado sobre os próximos espetáculos com ansiedade. Apenas aguardem, que há muito mais arte sendo preparada”, finaliza Lyliane.
- Para acompanhar os próximos projetos da companhia, basta seguir o perfil no Instagram @roraimaopera.
Recital "Il Prologo" (1º de Agosto - Sala Teatro Escola)
Ópera “Pagliacci” (15 de agosto - Sala Roraimeira)























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