7 DE SETEMBRO| Bandas escolares e indígenas marcam desfile na Av. Ene Garcez

Cerca de 880 estudantes, juntamente com militares e forças de segurança, celebram os 204 anos da independência do Brasil 


As bandas escolares e indígenas marcaram presença na avenida Capitão Ene Garcez durante o desfile de 7 de Setembro, realizado na manhã desta segunda-feira (7), em Boa Vista. O desfile cívico-militar reuniu estudantes, militares e integrantes das forças de segurança em uma programação que celebrou os 204 anos da Independência do Brasil.

As bandas se concentraram na avenida Ville Roy, às 7h, e seguiram em direção à avenida Capitão Ene Garcez. A programação começou às 8h, com a banda marcial da Escola Estadual Monteiro Lobato abrindo o desfile.

Ao todo, cerca de 880 estudantes, distribuídos entre 22 escolas estaduais e colégios estaduais militarizados, participaram do evento. A programação reuniu instituições tradicionais, escolas de tempo integral, educação profissional e escolas indígenas. Também participaram agentes das polícias Militar, Civil e Penal, do Corpo de Bombeiros e tropas militares.


A tradição e a representatividade indígena no desfile

A banda marcial da Escola Estadual Indígena Professor Genival Thomé Macuxi, da comunidade Vista Alegre, e a banda marcial da Escola Estadual Indígena Lino Augusto da Silva, da comunidade Campo Alegre, participaram da programação e levaram à avenida elementos da tradição e da representatividade dos povos indígenas.

Esta foi a segunda participação consecutiva da banda marcial da Escola Estadual Indígena Professor Genival Thomé Macuxi no desfile de 7 de Setembro. O grupo carrega parte da história da comunidade e do professor Genival, que teve papel importante na formação dos músicos.

A banda marcial da Escola Estadual Indígena Lino Augusto da Silva também participou pela segunda vez do desfile. A presença do grupo levou estudantes da instituição à avenida como forma de aproximá-los da prática musical e das atividades culturais desenvolvidas pela escola.

A participação das bandas indígenas possibilitou a presença de tradições originárias em um evento historicamente ligado às comemorações cívicas e à cultura das bandas brasileiras, ampliando a representatividade dos povos originários na celebração.


A força da música e da dedicação

A cultura das bandas no Brasil é marcada pelo encontro de diferentes culturas, tradições, preferências e identidades. No 7 de Setembro, essa diversidade esteve presente em um mesmo espaço, com grupos levando à avenida suas experiências, referências e formas de expressão.

Além da música, o desfile também evidenciou o trabalho desenvolvido ao longo de meses de preparação. Ensaios, dedicação e aprendizado fazem parte da rotina dos estudantes que integram as bandas e fanfarras escolares.

É o caso do aluno Aquiles Rodrigues, da Escola Estadual Professora Maria das Dores Brasil, que integra a fanfarra da instituição e toca trompete. Para ele, participar do desfile foi uma experiência marcada pela satisfação após o período de preparação.

“Foi muito bom. A gente teve muito tempo de preparação, trabalhamos bastante para estar hoje aqui no desfile. Tô muito feliz”, disse.

Por Kauã Reis/ Fernandinho Cruz - Coletivo Viva a Banda

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