SINERGIA TRANSFRONTEIRIÇA| Com "Sunset Dance na Praça", coletivo promove integração das artes

A proposta é fazer uma ocupação artística integral dos espaços públicos da cidade,  democratizando o acesso às artes |FOTO: Divulgação/Sinergia Transfronteiriça



O último dia 21 de fevereiro marcou o início de um movimento que promete renovar a cena cultural da capital roraimense. O Coletivo Sinergia Transfronteiriça das Artes promoveu na Praça da Bandeira a "Sunset Dance na Praça", que é apenas a semente de algo ainda mais ousado: um centro cultural ao ar livre. E neste sábado (28) tem mais! 

Com a futura inauguração completa do espaço, o coletivo planeja uma ocupação artística integral que abrange: artes cênicas e dança: performances e aulas regulares de ritmos latinos; dança aérea (assim que a estrutura técnica estiver finalizada); audiovisual: mostras de cinema e festivais de vídeo, cursos, etc; economia criativa: feirinhas; recreação e esportes: atividades físicas monitoradas, "pinta-carinhas" para crianças e práticas esportivas diversas.


Expertise e Bagagem Cultural

Embora o projeto sob o selo "Sinergia" esteja ganhando cara nova agora, o trabalho do coletivo familiar não é novidade na cidade. Desde 2019, o coletivo faz aulas de dança e performances por toda a capital, consolidando uma identidade visual fresca e profissional.

À frente do movimento está Maria Gabriela Jaya'aliyí, conhecida como "Maga", indígena Wayüu em território Macuxi. Com formação universitária integral e mais de 25 anos de experiência nas artes, ela destaca os desafios do empreendedorismo cultural no estado de Roraima.

"Muitas vezes, quem elogia o seu trabalho no início nem sempre é quem está lá quando você decide crescer. No estado, o reconhecimento acadêmico e a experiência técnica ainda enfrentam barreiras, mas a melhor forma de ver uma perspectiva nova é ser perseverante. Minha formação universitária me preparou para ser integral; isso não é perda de tempo, são ferramentas para a vida", disse Maga.

Responsabilidade Social e Transformação

O coletivo não busca apenas o entretenimento, mas o resgate social. Alejandro Molero - performer de Butoh, coordenador de logística da Tepequém UP e atleta de alto rendimento - traz na bagagem a experiência de quem já viu a arte e o esporte mudarem destinos.

Molero relembra que, em sua trajetória, ajudou a retirar crianças e adolescentes de situações de vulnerabilidade social e criminalidade através da cultura e do esporte. "Muitos que antes não tinham o que comer e recorriam a meios ilícitos hoje são advogados, médicos, engenheiros e profissionais da segurança. Essa satisfação pessoal de ver uma vida transformada não tem preço. É sobre responsabilidade social", comenta Alejandro.




Como Participar neste momento das aulas de Dança?

O grupo aguarda os resultados do edital de Ponto de Cultura Nacional para ampliar suas ações, mas o trabalho não vai parar. As atividades funcionam por meio de contribuição voluntária (a partir de R$ 10), garantindo que a arte seja acessível.

  • O que aprender: Salsa, Merengue, Bachata, vibrante tambor venezuelano, danças tradicionais e cultura popular, Danças com técnica.
  • Quando: Sábados, às 17h.
  • Onde: Praça da Bandeira, Centro de Boa Vista

Para acompanhar as atualizações, locais e projetos futuros (que podem ser gratuitos conforme o apoio de editais), siga o perfil profissional até finalizar a reforma da identidade visual do Coletivo: Instagram: @adançadalua.br.

Com informações do Coletivo Sinergia Transfronteiriça das Artes 

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