"MEU NOME É: MULHER"| Produção audiovisual transforma vivências femininas em arte

Dirigida por Maria Gabriela Villalba Jaya'aliyú, obra já alcançou mais de 7 mil pessoa|FOTO: D’Luar Maged Productions




O videoarte “Meu Nome é: Mulher”, dirigido e roteirizado pela cineasta Maria Gabriela Villalba Jaya'aliyú, conhecida como Maga, já está disponível no YouTube. Produzido pela D’Luar Maged Productions, a obra propõe uma investigação poética sobre o corpo feminino como território de memória, presença e transformação, gravada em ambientes naturais de Roraima com a participação de mulheres locais em processos vivenciais.

A produção integrou performance, experiência emocional e registro audiovisual ao vivo. Segundo a diretora, o projeto surgiu da necessidade de criar espaços de acolhimento e reconexão entre mulheres em um contexto de violências, silenciamentos e sobrecarga emocional. Além da exibição, a estreia contou com performance coletiva, dança, tambor e rodas de escuta, consolidando-se como uma ação cultural de impacto no estado.

A estreia oficial ocorreu há cerca de um mês, em Boa Vista e alcançou mais de 7 mil pessoas entre público presencial e virtual. De acordo com organizadores, a iniciativa ultrapassou os limites do audiovisual tradicional ao promover vivências compartilhadas.

O videoarte também foi apresentado a estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Roraima (UFRR), gerando debates sobre território, corpo feminino, audiovisual e o impacto social da arte contemporânea.Maria Gabriela Villalba Jaya'aliyú destacou o efeito observado nas participantes. 

“Percebi um antes e um depois nas mulheres que participaram. Muitas chegaram inseguras, desconectadas de si mesmas, carregando dores silenciosas. O processo ajudou no emocional, na autoestima e até na percepção do próprio corpo. Hoje a mulher vive cercada pela síndrome do impostor, e precisamos reaprender a acolher umas às outras”, afirmou.

Videoarte propõe uma investigação poética sobre o corpo feminino como território de memória, presença e transformação |FOTO: D’Luar Maged Productions



A diretora explicou ainda que parte das vivências registradas não foi incluída na versão final do videoarte por respeito à intimidade das participantes. "Algumas cenas eram extremamente puras e íntimas. Decidi preservar certos momentos porque pertenciam mais às mulheres e aos seus processos do que à obra em si”, disse.

O projeto recebeu recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, viabilizados pela Prefeitura de Boa Vista, Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), Ministério da Cultura e Governo Federal. A obra está disponível em múltiplas versões com recursos de acessibilidade, incluindo Libras, legendas e audiodescrição, ampliando o acesso à experiência artística.

Relatos das participantes após a estreia reforçam o impacto emocional e coletivo da iniciativa, que agora integra também espaços de reflexão acadêmica em Roraima.

Mais informações sobre este e outros projetos, basta seguir os perfis no Instagram: @adancadalua.br e @mageditspaceO videoarte completo pode ser acessado no canal oficial da produção no YouTube pelos links:




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FICHA TÉCNICA

Direção, Roteiro e Câmera

Maria Gabriela Villalba Jaya'aliyú

Coordenação Geral
Alejandro Molero

Direção de Produção
D’Luar Maged Productions

Logística
Xtreme Solutions

Gravações Noturnas/Vespertinas
Alejandro Molero

Registro de Imagens e Scouting
Aquiles Molero “Eclipsaurio”

Pós-produção (Montagem, Edição, Som e Colorização)
D’Luar Maged Productions

Performance
Mulheres participantes do projeto

Traduz Brasil - Acessibilidade
Beatriz Teófilo

Voz e Narração
Maria G.V.G.

Consultoria Técnica em Audiovisual
Adriana Duarte

Poema
Alcy Villalobos / Maria G.V.G

Brinde para as mulheres
Loja Toda Ela Lingerie

Logística de traslados
Nordiesel LTDA-ME

Colaboração
Yoga com Arte


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