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| Faixa marrom da modalidade ensina jiu-jitsu para mais de 100 crianças por meio do Projeto AUMOR |FOTO: Arquivo Pessoal |
A arte suave segue como uma importante ferramenta de inclusão social e formação esportiva. Em Roraima, o jiu-jitsu tem contribuído para o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio do trabalho do atleta, professor e faixa marrom Rodrigo Pinna. Com experiência em competições e no ensino da modalidade, ele atua na inclusão de mais de 100 crianças autistas, utilizando metodologias específicas nos treinamentos nos tatames.
Rodrigo Pinna integra a equipe de professores do Projeto AUMOR, iniciativa que fortalece o esporte local por meio do jiu-jitsu terapêutico voltado para crianças e adultos.
Além de compartilhar conhecimento técnico e experiência na modalidade, o professor mantém uma relação próxima com os alunos, buscando ouvi-los e incentivá-los constantemente durante o processo de aprendizagem.
Subtenente R1 do Exército, Rodrigo dedica parte de sua rotina ao ensino do jiu-jitsu como ferramenta de inclusão e desenvolvimento pessoal. Segundo ele, acompanhar a evolução dos alunos é uma das maiores recompensas da profissão.
“Ensinar jiu-jitsu nos proporciona uma imensa satisfação. Ensinar a arte suave para pessoas com Transtorno do Espectro Autista é melhor ainda, tendo em vista que estamos promovendo inclusão e contribuindo para o desenvolvimento da percepção e da psicomotricidade. A modalidade também ajuda a desenvolver a calma, o autocontrole, além de ensinar disciplina, respeito, paciência e a importância de seguir regras dentro e fora do tatame”, destacou Rodrigo Pinna.
Efeitos positivos
O aluno Miguel Gianluppi, de 11 anos, participa dos treinamentos com o professor Rodrigo Pinna. A mãe do atleta, Muryanne Gianluppi, relata mudanças significativas no comportamento e no desenvolvimento do filho após o início da prática esportiva.
“Na escola, quando um amiguinho o empurrou, ele conseguiu dizer: ‘Não me empurre’. De forma clara e objetiva, sem permitir que outras pessoas o desrespeitem. Além disso, houve uma melhora na interação social com outras crianças. As regras ensinadas no jiu-jitsu são um grande aprendizado para a vida”, afirmou Muryanne.
A mãe também elogiou o trabalho desenvolvido pelo professor, destacando sua dedicação e atenção aos alunos.
“O trabalho do professor Rodrigo Pinna é maravilhoso. Com muita empatia, humanização e carinho, ele ensina cada movimento. O jiu-jitsu foi uma bênção em nossa vida”, ressaltou Muryanne.
Por João Paulo Medeiros


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